Diante das perguntas que envolve o filho do
presidente LULA, ele reagiu com princípios emotivos nos quais ele diz: “se meu
filho estiver envolvido com alguma coisa errada, que seja investigado e ele
PAGUE pelo que tiver feito.
Será o fim da franquia LULISTA? Com
falas arrastadas e quase inaudíveis LULA questiona mais do que deveria
responder na sabatina dos PRESIDENCIAVEIS.
Não se pode negar que sua cognição e a capacidade física e verbal de processar informações e de discorrer em alguns assuntos, sensíveis, estejam de fato funcionando bem, apesar de estar com idade de 80 anos, LULA ainda é um excelente articulador POLÍTICO.
O SUPOSTO TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
Bastou a primeira pergunta, sobre os três
inquéritos da Polícia Federal que miram seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o
LULINHA, suspeito de usar o sobrenome do pai para transitar em negócios dentro
do Planalto, do Ministério da Saúde e da DATAPREV. A resposta do
presidente foi: resume tudo a "ILAÇÕES". Não uma explicação.
Não um compromisso público de transparência sobre o que a PF apura. Apenas uma
palavra para varrer o assunto para debaixo do tapete.
OPERAÇÃO LAVA JATO
O candidato gastou mais tempo falando da OPERAÇÃO LAVA JATO do que respondendo às perguntas PROPOSTAS pela ANCORA do JN RENATA VASCOCELLOS E CEZAR TRALLI, em uma de suas falas, ele menciona o ex-juiz SERGIO MORO e o EX-PROCURADOR da REPÚBLICA DELTAN DALLAGNOL que, em uma eventual trama de factoide, o denunciaram e acusaram até leva-lo a prisão. Nesse aspecto o PRESIDENTE LULA, entra num embate ao ficar relembrando toda a situação que passou sobre esse tema.
O CASO DO POWERPOINT
Sem dúvidas ao relembrar o caso que repercutiu em todo o país, LULA fala do ponto mais revelador da noite, porém, não foi sobre o filho, foi sobre a Previdência. Questionado sobre sua proximidade com o ex-ministro CARLOS LUPI, investigado por fraudes que sangraram os cofres do INSS e prejudicaram diretamente aposentados brasileiros, Lula não respondeu ao mérito. Em vez disso, recuou quinze anos no tempo, atacou SERGIO MORO e DELTAN DALLAGNOL, e falou em um "POWERPOINT mentiroso" da Lava Jato.
Foi a própria Renata Vasconcellos quem precisou
lembrar, ao vivo, que a Globo cumpriu seu papel jornalístico ao cobrir aquele
período e Tralli, para conseguir retomar a pauta, teve que citar publicamente
que a emissora já havia se retratado sobre o episódio. Um presidente da
República, em 2026, ainda usando 2016 como resposta para uma pergunta sobre
2026: eis o retrato de uma candidatura que parece ter mais memória do passado
do que respostas para o presente.
DIZ O QUE QUER OUVIR, FOGE DO QUE INCOMODA
Não é desonesto reconhecer que Lula, aos 80 anos, mostrou disposição e vigor e isso todos os telespectadores viram. O problema não é o vigor: é o conteúdo. Quando o tema era favorável o Bolsa Família, os Correios, a criação de um futuro Ministério da Segurança Pública condicionado a uma PEC que sequer tramitou, o candidato discursou com fluência. Quando o tema expunha fragilidades do próprio governo, o filho, o aliado investigado, a dívida pública em trajetória preocupante e a resposta padrão foi minimizar, deslocar o debate para o passado ou apostar na indignação como argumento.
Sobre as contas públicas, por exemplo, Lula disse
não estar preocupado com a dívida, atribuindo o problema aos juros altos e
apostando que o crescimento da economia vai equilibrar sozinho a relação entre
dívida e PIB, confiança ou uma resposta de torcida e não de plano de governo.
O QUE FICOU SEM RESPOSTA
No fim das quatro décadas de carreira política que Lula gosta de evocar, a pergunta que a sabatina deixou no ar foi simples: um presidente que se esquiva de temas centrais do seu próprio mandato, suposta corrupção ao redor do filho, fraude que atinge aposentados, uma dívida pública que cresce, e ainda está preparado para pedir mais quatro anos de confiança do eleitor, ou está apenas gerenciando o desgaste até a data da eleição?
A sabatina não respondeu. E o silêncio, nesse caso, também é uma resposta.
NB7 News.

