VALPARAÍSO DE GOIÁS.
Se educação é lugar de livros, projetos, planejamento e aprendizado, alguém aparentemente decidiu acrescentar um ingrediente completamente diferente ao ambiente: um suposto ritual colocado na entrada da Secretaria Municipal de Educação.
No dia 15/09 um
episodio ocorreu na portaria da SECRETARIA
DE EDUCAÇÃO, e rapidamente chamou a atenção dos servidores que chegavam
para mais um dia de serviço e de quem circula pelo órgão, envolve objetos que
foram associados popularmente a práticas de “macumba” ou ritual de natureza
espiritual. A situação teria como suposto alvo a secretária municipal de
Educação, Maria Rita Ribeiro Guedes Frazão, e Emerson Rodrigues da
Silva, ligado à área do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Mas existe uma
pergunta que precisa ser feita antes de qualquer conclusão:
Quem colocou aquilo
ali e por quê?
Até o momento, não
há comprovação pública sobre a autoria, a motivação ou mesmo sobre a finalidade
exata do material encontrado. Por isso, transformar o episódio em acusação
seria irresponsável.
O fato concreto é
outro: algo considerado estranho foi parar justamente na entrada de um órgão
público responsável por cuidar da educação de milhares de estudantes.
DA EDUCAÇÃO
PARA O “MUNDO MÍSTICO”
A situação poderia
até parecer cena de uma comédia.
De um lado,
professores discutindo planejamento, alunos precisando de estrutura, famílias
cobrando atendimento e profissionais enfrentando problemas do cotidiano.
Do outro, na porta
da Secretaria, aparece aquilo que muitos moradores imediatamente associaram a
um possível ritual.
Se a intenção era assustar alguém, provocar ou simplesmente fazer uma “pegadinha”, o episódio conseguiu pelo menos uma coisa: chamar atenção.
Segundo informações de
fontes, foi necessária convocar um Pastor evangélico, no qual sua identidade não foi revelada, para retirar os objetos
de magia e desfazer o suposto efeito espiritual de feitiçaria endereçado a SECRETÁRIA MARIA RITA E O SERVIDOR EMERSON
DO AEE.
Mas também abre
espaço para uma discussão muito mais séria: como está o ambiente dentro da
própria Secretaria de Educação?
QUANDO O
CLIMA DA EDUCAÇÃO VIRA ASSUNTO DE POLÍCIA, RELIGIÃO OU SUPOSIÇÃO.
Não se trata de
discutir religião.
Cada pessoa tem
liberdade para professar sua fé ou seguir suas crenças. O problema começa
quando símbolos ou objetos são utilizados para intimidar, ameaçar ou
constranger servidores.
Por isso, a pergunta
que deveria interessar à administração municipal não é se aquilo é “macumba”,
simpatia ou qualquer outra coisa.
A pergunta é:
Houve uma tentativa
de intimidação dentro de um prédio público?
Se houve, é preciso
identificar os responsáveis e esclarecer o episódio.
A Secretaria
Municipal de Educação é comandada por Maria Rita Ribeiro Guedes Frazão,
conforme registros oficiais do município.
Já Emerson
Rodrigues da Silva aparece oficialmente em atos relacionados ao Atendimento
Educacional Especializado. Em fevereiro de 2026, por exemplo, ele foi designado
presidente da comissão organizadora de um chamamento interno para profissionais
do AEE e classes especiais.
Ou seja: não
estamos falando de uma repartição qualquer.
Estamos falando de
um setor estratégico da administração municipal.
E ONDE
ENTRA O PREFEITO MARCUS VINICIUS?
É justamente aqui
que o episódio deixa de ser apenas uma história curiosa e passa a levantar
questões administrativas.
O prefeito Marcus
Vinicius é a autoridade máxima do Executivo municipal. Por
isso, independentemente da origem do objeto encontrado, existe uma cobrança que
pode ser feita ao Executivo:
O ambiente de
trabalho dos servidores municipais está sendo acompanhado adequadamente?
A gestão pública
precisa oferecer SEGURANÇA,
organização e condições para que seus profissionais exerçam suas funções sem
constrangimento ou intimidação. Dessa forma, é preciso imediatamente elaborar
um planejamento de SEGURANÇA, no dia
em questão, foi só um ritual colocado por algum desafeto da servidora, poderia
ser diferente, e não seria exagero dizer ou pensar em uma tragédia pior, como por
exemplo: explosivos ou até mesmo tentativa armada de um suposto agressor (a)
descontente com algo ou alguém que no caso, a SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO MARIA RITA.
E isso vale para
qualquer servidor, seja secretário, professor, coordenador, profissional do AEE ou funcionário administrativo.
O “FEITIÇO”
QUE A POPULAÇÃO REALMENTE QUER VER
Se existe alguma
“magia” que a população de Valparaíso gostaria de ver funcionando,
provavelmente não é a colocada na porta da Secretaria.
É a magia de
transformar problemas em soluções.
É fazer a estrutura
das escolas funcionar.
É garantir
atendimento adequado aos estudantes.
É valorizar os
profissionais.
É resolver conflitos
administrativos.
É ouvir as
famílias.
E, principalmente,
é fazer o dinheiro público aparecer em resultados concretos.
Porque, no fim das
contas, o verdadeiro teste para qualquer gestão não está na porta da
Secretaria. Está dentro das escolas.
AGORA FICA
A PERGUNTA
Quem colocou o
material?
Foi uma
brincadeira?
Uma provocação?
Uma tentativa de
intimidar alguém?
Ou existe outra
explicação?
O sistema de monitoramento
por câmeras não identificou o suspeito?
Ou será mesmo que existe
monitoramento de câmeras?
Até que essas
perguntas sejam respondidas, qualquer acusação seria apenas especulação.
Mas uma coisa é
certa: a cena inusitada chamou atenção e trouxe novamente os holofotes para
a Secretaria Municipal de Educação.
E talvez esse seja
o ponto mais importante.
Porque enquanto a
cidade tenta descobrir quem deixou o “ritual” na porta, a população
continua esperando que a administração municipal revele algo muito mais
importante:
Quais são as
soluções para os problemas reais da educação de Valparaíso?
No fim, entre livros, cadernos, reuniões e cobranças, a Secretaria ganhou um assunto que certamente não estava no planejamento pedagógico. E dessa vez, a pauta não veio de uma sala de aula. Veio da porta.
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