Por NB7 News. Jornalismo do Entorno.
Milton dos Reis Pinto vira réu: e o que Valparaíso precisa saber!
Licitação, contrato milionário e suspeitas de irregularidades colocam secretário de Finanças novamente no centro do debate
A Justiça de Valparaíso de Goiás recebeu uma ação de improbidade administrativa contra Milton dos Reis Pinto, atual secretário municipal de Finanças, e a empresária Thais Rezende de Assis.
O processo envolve uma licitação realizada em 2018 para contratação de serviços de assessoria e consultoria. Segundo o Ministério Público de Goiás, há suspeitas de irregularidades no procedimento, incluindo questões relacionadas ao direcionamento da contratação e à pesquisa de preços.
E é aqui que o caso deixa de ser apenas uma disputa judicial e passa a interessar diretamente ao cidadão.
De R$ 252 mil para cerca de R$ 1,26 milhão.
O contrato inicialmente firmado em aproximadamente R$ 252 mil teria recebido sucessivos aditivos, chegando a cerca de R$ 1,26 milhão e permanecendo vigente até 2023.
A pergunta é inevitável:
O que justificou uma contratação que começou em R$ 252 mil chegar a aproximadamente R$ 1,26 milhão?
E mais:
Os serviços foram efetivamente prestados? Os valores eram compatíveis com o mercado? Quem fiscalizou esses contratos?
São perguntas que precisam ser respondidas com documentos, não com discursos políticos.
Réu não é condenado — mas o caso precisa ser explicado
É importante deixar claro: Milton dos Reis Pinto não foi condenado pelo simples fato de ter se tornado réu.
O recebimento da ação significa que a Justiça entendeu que o processo deve prosseguir para apuração dos fatos. Os envolvidos ainda terão direito à defesa e ao contraditório.
Mas isso também significa que a sociedade tem o direito de acompanhar o caso de perto.
E o ponto mais incômodo?
Milton ocupa justamente uma posição estratégica na administração municipal: a Secretaria de Finanças.
Quando o nome de um agente público ligado à área financeira aparece em uma ação que discute uma contratação pública e possível irregularidade, a pergunta não deveria ser partidária.
Deveria ser:
Quem administrou? Quem autorizou? Quem recebeu? Quem fiscalizou? Quanto foi pago? E onde estão os documentos que comprovam a regularidade de tudo isso?
Valparaíso precisa de respostas
Não basta dizer que o contrato existiu.
Não basta dizer que houve prestação de serviço.
Não basta esperar o processo terminar.
Dinheiro público exige explicação pública.
O cidadão de Valparaíso merece saber exatamente o que aconteceu naquela contratação e se houve ou não prejuízo aos cofres municipais.
O processo judicial deverá responder essas questões.
Até lá, uma coisa é certa:
ser réu não significa ser culpado — mas ocupar cargo público também não significa estar acima da fiscalização.
E o contribuinte tem todo o direito de perguntar.
NB7 News. Jornalismo do Entorno.
O NB7 News ressalta que os envolvidos são presumidos inocentes até eventual decisão judicial definitiva e têm assegurados o contraditório e a ampla defesa.

