R$ 143 MILHÕES: O QUE VALPARAÍSO PODERIA FAZER COM ESSE DINHEIRO?

O ADITIVO MILHONÁRIO E O ORDENADOR DE FINANÇAS, RÉU.

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Redação NB7 NewsJornalismo Regional
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R$ 143 MILHÕES: O QUE VALPARAÍSO PODERIA FAZER COM ESSE DINHEIRO?

R$ 143 MILHÕES: O QUE VALPARAÍSO PODERIA FAZER COM ESSE DINHEIRO?

Contrato da QUEBEC AMBIENTAL coloca uma cifra milionária no centro do debate público e levanta perguntas sobre fiscalização, pagamentos e responsabilidade administrativa em Valparaíso de Goiás.


VALPARAÍSO DE GOIÁS — R$ 143 milhões.

Pare por alguns segundos e imagine esse valor sendo investido na sua cidade.

Quantas escolas poderiam ser reformadas? Quantas unidades de saúde poderiam receber estrutura? Quantas ruas poderiam ganhar pavimentação? Quantas obras poderiam sair do papel?

Agora vem a pergunta que o NB7 News coloca no centro deste levantamento:

o que a população de Valparaíso recebeu em troca de um contrato dessa dimensão?

A Quebec Construções e Tecnologia Ambiental S/A, conhecida como Quebec Ambiental, mantém contratos com o município. Documentos oficiais do Diário Oficial registram o contrato nº 100.048/2020, firmado entre a empresa e a Prefeitura de Valparaíso. Em publicação de 2025, o valor global indicado para o contrato, 16.606.409,87 considerando o original e aditivos, chegou a R$ 159.876.275,1 milhões.


É justamente aí que a discussão deixa de ser apenas sobre números.

Quem fiscalizou?

Quem conferiu os serviços?

Quem autorizou os pagamentos?

E, principalmente:

O cidadão consegue enxergar claramente onde cada real foi aplicado?

Há outro elemento que merece atenção.


Documentos oficiais do município identificam Milton dos Reis Pinto como ordenador de despesas em contratos da Prefeitura. Atualmente, ele também aparece no site oficial do município como secretário de Finanças e Planejamento.

Em julho de 2026, o Jornal Opção noticiou que Milton dos Reis foi tornado réu em uma ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público, relacionada a supostas irregularidades em outro conjunto de contratos municipais. A decisão não representa condenação: o processo ainda terá seu curso e os acusados têm direito à defesa.


Mas a coincidência administrativa é suficiente para justificar perguntas.

Não estamos dizendo que esse processo tenha relação com a QUEBEC AMBIENTAL.

Estamos perguntando outra coisa: quando milhões de reais estão envolvidos, o nível de fiscalização está à altura do tamanho do contrato?

A Prefeitura consegue apresentar, de forma simples e transparente, medições, ordens de serviço, relatórios de fiscalização, notas fiscais e comprovantes de execução que permitam à população conferir o que foi efetivamente entregue?

Porque contrato público não deveria ser um cheque em branco.


Dinheiro público exige prestação de contas pública.

E talvez a pergunta mais incômoda seja justamente a mais simples:

Se fossem R$ 143 milhões do seu bolso, você aceitaria apenas a promessa de que está tudo certo?

Então por que deveria ser diferente quando o dinheiro é de todos nós?

O NB7 News continuará acompanhando os documentos, os contratos e os pagamentos.


Porque em uma cidade que ainda enfrenta problemas de infraestrutura e serviços públicos, cada milhão precisa ter destino, justificativa e resultado.

R$ 143 milhões não são apenas um número.

São dinheiro público.

E a população tem o direito de perguntar:

ONDE FOI PARAR CADA REAL?


NB7 News

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