"TENHO PROGRAMAS CONTRA AS MULHERES” E A FALA PROVOCA REAÇÃO
Gafe durante pergunta sobre feminicídio expõe candidato à Presidência a uma enxurrada de críticas nas redes sociais
Uma frase. Poucas palavras. E uma repercussão enorme.
Durante a sabatina do Jornal Nacional, na noite desta segunda-feira (24), o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) protagonizou um dos momentos mais comentados da entrevista ao responder a uma pergunta sobre violência contra as mulheres e feminicídio.
Questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre quais compromissos assumiria para enfrentar o problema, Zema afirmou:
“Eu tenho uma série de programas contra as mulheres.”
A declaração rapidamente ganhou as redes sociais e virou motivo de críticas, memes e questionamentos.
UMA FRASE QUE NÃO PODIA PASSAR DESPERCEBIDA
Em um país onde a violência contra a mulher continua sendo uma das questões mais graves da sociedade, uma fala desse tipo, ainda que tenha sido um erro de expressão, não é algo que possa ser simplesmente ignorado.
Política também é comunicação.
E, principalmente para quem pretende ocupar a Presidência da República, cada palavra dita diante de milhões de brasileiros pode carregar consequências.
Zema, na sequência, deixou claro pelo restante da resposta que se referia a programas de combate à violência contra as mulheres, citando medidas como ampliação de delegacias especializadas, casas de acolhimento, utilização de tornozeleiras eletrônicas para agressores e ações de conscientização.
Mas o problema já estava criado.
A frase havia sido dita ao vivo.
E foi justamente ela que ganhou as redes.
FOI APENAS UMA GAFE?
Aqui está o ponto que merece reflexão.
É correto afirmar que Zema defende programas contra as mulheres? Não.
O contexto completo da resposta mostra que ele estava falando de políticas destinadas justamente ao enfrentamento da violência contra a mulher. A frase, portanto, foi uma gafe verbal, e não uma apresentação de proposta contra as mulheres.
Mas isso não significa que a declaração deva ser tratada como irrelevante.
Um candidato à Presidência precisa estar preparado para responder perguntas sobre temas que afetam diretamente milhões de brasileiros.
E quando o assunto é feminicídio, violência doméstica e proteção das mulheres, precisão nas palavras também é responsabilidade pública.
O ELEITOR TEM DIREITO DE COBRAR
A repercussão do episódio levanta uma questão maior:
Se um candidato pretende governar um país inteiro, como pretende transformar suas propostas em políticas públicas capazes de proteger mulheres vítimas de violência?
Não basta apresentar números, promessas ou discursos de campanha.
É preciso explicar como essas políticas funcionarão, quanto custarão, quem será responsável por executá-las e, principalmente, quais resultados poderão entregar.
A população não precisa apenas de frases de efeito.
Precisa de respostas.
A POLÍTICA TAMBÉM É FEITA DE RESPONSABILIDADE
A entrevista de Zema mostrou como uma única frase pode dominar uma sabatina inteira.
Em poucos segundos, uma resposta que deveria apresentar propostas para combater a violência contra as mulheres acabou se transformando em uma crise de comunicação.
E essa é uma lição para qualquer candidato: quando se disputa a Presidência da República, não existe espaço para descuido quando o assunto envolve vidas humanas.
A fala pode ter sido uma gafe.
Mas a reação popular mostra que o eleitor está atento.
E talvez essa seja a principal mensagem deixada pelo episódio: em uma eleição presidencial, cada palavra será julgada — e cada promessa precisará ser comprovada na prática.
E VOCÊ, O QUE PENSA?
Foi apenas uma gafe de Zema durante uma entrevista ao vivo ou uma demonstração de despreparo diante de um tema tão delicado?
Deixe sua opinião nos comentários.
Afinal, em uma eleição presidencial, quem decide o futuro do país é o eleitor.
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